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Ervas Medicinais

Conheça as propriedades medicinais de algumas ervas:

  • Cânfora

Nome científico: Cinnamomum camphora

Descrição: Planta da família das Laureacea, também conhecida como erva cavaleira e rabugem de cachorro. A canforeira é extremamente decorativa, indicada para ornamentação de vias públicas e também para quebra-ventos

Habitat: Ásia Oriental, particularmente da ilha de Formosa, Japão e China Meridional.

Parte utilizada: Óleo essencial.

Princípios ativos: Compostos da série aromática:p-cimeno, eugenol, safrol; Aldeidos; Ácidos graxos; Terpenos: alfa-pineno, nopineno, canfeno, dipenteno, cariofileno, cadineno, bisaboleno, canfazuleno; Álcoois: borneol, linalol, alfa-terpinol; Cetonas: Cânfora, piperitona; Oxidos: cineol

Propriedades medicinais:

Usos etno farmacológicos: anti-séptica, estimulante, excitante, anti-reumática, parasiticida, anti-nevrálgica, revulsiva, anestésico local, anti-térmica, anti-diarreica,anti-helmíntica, moderadora das secreções sudoral e láctea.

Indicações: enjoos, gases, contusões, dores musculares, reumatismo, frieiras. Como sedativo, nas doenças nervosas, hipocondria, histerismo, convulsões, epilepsia, melancolia, nevralgias, reumatismo.

Aromaterapia : Estimulante dos nervos.

Contra-indicações/cuidados: Pode causar irritação da pele no uso tópico, e intoxicação pela absorção e inalação dos vapores; Eczema e dermatite de contato podem surgir após o uso de óleo contendo Cânfora.

Precauções e Efeitos colaterais: Muito comum em crianças, leva a intoxicação.

O estado de intoxicação mostra espasmos, delírio, e perturbações do controle respiratório.

O tratamento é sintomático; Uma dose de menos de 1g pode ser considerada letal para crianças muito novas; A DL50 para adultos 6 de 20g. Mas a intoxicação em adultos pode surgir a partir de 2g.

 

  • Mil-folhas

Nome científico: Achillea millefolium

Descrição: planta medicinal também conhecida como milefólio, macelão, alevante, anador, aquiléa, aquiléia, atroveran, botão-de-prata, erva-carpinteira, erva-dos-militares, erva-dos-soldados, levante, marcelão, mil-em-rama, mil-ramas, milefólia, milfolhada, milfólio, mil-ramos, novalgina, pêlo-de-carneiro, pestana-de-Vênus, ponta-livre, prazer-das-damas, pronto-alívio, salvação-do-mundo, yarrow (inglês) ichi kao (chinês), dentre outros nomes populares. Pertence a família Asteraceae.

Benefícios do mil-folhas

O mil-folhas ajuda a relaxar vasos sanguíneos periféricos, melhorando a circulação. Suas propriedades diaforéticas ajudam a abrir os poros, auxiliando na eliminação de substâncias que o corpo não necessita, além de provocar à dilatação de vasos capilares, melhorando a circulação sanguínea e combatendo a queda de cabelo.

Uma receita antiga indicava misturar mil-folhas com tabaco e esfregar diretamente no couro cabeludo para retardar a calvície.

A sudorese causada pelo milefólio pode ser útil para aliviar os sintomas de febres e constipações. O uso do mil-folhas juntamente com a flor de sabugueiro e hortelã-pimenta é um velho remédio para combater resfriados. A erva, também conhecida como novalgina, contém várias substâncias anti-inflamatórias, como azulene e ácido salicílico.

O mil-folhas é usado na medicina popular para controlar o catarro produzido devido a alergias.

Na medicina popular, a aplicação direta das folhas frescas no local da ferida ou corte ajuda a estancar sangramentos, formando uma crosta no lugar da aplicação. As folhas frescas colocadas no nariz ajudam a combater hemorragias nasais e amenizam enxaquecas. A inalação da erva enquanto é fervida trata a asma e a febre. O vapor do cozimento da folha é usado para retirar a oleosidade da pele. A decocção da planta já foi usada para tratar todos os tipos de ferimentos externos, pele com rachaduras ou mamilos doloridos. É usado em forma de lavagem para eczema. Esfregado na pele pode repelir insetos.

Compressas com a erva são indicadas para varizes. Em forma de enema ou compressas para tratamento de hemorroidas. A folha fresca mastigada pode aliviar dor de dente. Em forma de líquido para limpeza bucal ou garganta inflamada. Aplicação direta em picadas de aranha.

Contraindicações e efeitos colaterais do mil-folhas

O uso excessivo pode causar fotossensibilidade de pele. O consumo interno em abundância pode trazer algum efeito leve psicotrópico, podendo ocorrer mudanças na cor e intensidade da luz ao redor ou até mesmo causar vertigem e dores de cabeça em algumas pessoas. Não deve ser utilizado durante a gravidez e tampouco na época do nascimento do bebe, vez pode interferir na placenta. A urina pode ficar com um tom castanho após a utilização da erva, no entanto, isso não é motivo para preocupação.

 

  • Bálsamo

Nome científico: Sedum dendroideum

Descrição: O bálsamo é uma planta da família das Crassulaceae. É também popularmente conhecido como pau-de-bálsamo, balso, cabraiba, óleo-vermelho, cabureiba, pau-vermelho. A planta suculenta é largamente conhecida por suas qualidades ornamentais e medicinais. Possui caule ramificado, de textura herbácea e porte subarbustivo; as folhas são carnosas, glabras, brilhantes, de formato espatulado a ovado, de cor verde a bronzeada. As inflorescências dão-se no outono e inverno. É uma herbácea de folhas suculentas, com flores amareladas e de sabor levemente ácido. A planta atinge de 0,30 a0,50 metros de altura. É originária da África do Sul e da Ásia e a parte utilizada são as folhas frescas. As formas farmacêuticas habituais são o óleo extraído do tronco, sumo e suco.

Curiosidade: Por suas propriedades e benefícios, o bálsamo é citado na Bíblia, nas passagens Gn 37, 25, Gn 43,11, Jr 8,22, Jr 46, 11 e Jr 51, 8.

Princípios ativos:

Mucilagens, alcaloides piperidinicos, triterpenos, sesquiterpenos e taninos hidrolisáveis.

Propriedades terapêuticas:

Emoliente, cicatrizante, digestivo.

Indicações Contusões; Torções; Machucados; Feridas gangrenosas; Úlcera; Epilepsia; Afecções do aparelho respiratório e urinário; Diabetes; Bronquite crônica; Queimaduras; Frieiras; Inflamações gastrointestinais, da pele e nas cefaleias.

 

  • Menta

Há vários motivos pelos quais a menta é considerada um armazém de propriedades medicinais. Pode ser usada como purificador do ar e do hálito, é um antiácido natural, resolvendo também uma série de problemas digestivos, e o chá acalma nervos já desgastados.

Uma erva versátil.

Sabor agradável, aroma distinto, qualidades medicinais, e outros detalhes mais, fazem desta uma das mais variantes em utilização no reino das ervas. Suas espécies mais populares são a hortelã, a hortelã-pimenta e o poejo. Em termos comerciais, o óleo tem um valor muito maior que as folhas. É com ele que são feitos bálsamos, aromatizantes, gomas de mascar, pasta de dentes, óleos aromáticos, tônicos, sabonetes, loções corporais e óleos de banho, entre outros.

Tanto a hortelã, quanto a hortelã-pimenta, são ricas em minerais essenciais e em vitaminas, que aumentam a resistência do corpo. A abundância maior é em Vitamina C e em caroteno, que livra nosso organismo de radicais livres. Uma xícara de chá após as refeições melhora o processo digestivo, portanto é ideal depois de refeições pesadas. Este chá também pode ser usado para combater hiperacidez e dores abdominais. Quando misturado com sal preto, elimina vermes. Além do chá, as folhas podem ser usadas para fazer um suco refrescante, especial para os dias quentes. Basta espremer 1 limão num copo de água, esmagar 3 folhas de hortelã, misturá-las, e beber. Sentirá frescor imediato.

Através dos séculos, essa planta medicinal vem sendo usada para tratar e curar doenças respiratórias, afeições orais, e doenças que atacam a pele. As pesquisas científicas já testaram e comprovaram seus benefícios, também para as desordens gastro-intestinais.

Para o trato oral, as folhas de hortelã, quando mastigadas, eliminam o mau hálito, clareiam os dentes, fortalecem as gengivas e previnem as formação de cáries. Fazer o gargarejo do óleo essencial, com água morna e uma pitada de sal, alivia dor de garganta, dor de cabeça, tosse e rinite.

Por suas propriedades antifúngicas e anti-bacterianas pode ser usada como expectorante, já que reduz o muco e descongestiona as passagens aéreas. Logo, é um excelente remédio natural para aqueles que sofrem com asma. Também alivia enxaqueca, cãibras, distensões musculares, sendo, ainda, um sedativo leve.

Já o poejo, o popular hortelãzinho, é mais usado para aplicações externas, sendo muito eficaz para repelir insetos. Se ingerido em altas doses pode ser tóxico, provocando lesões hepáticas graves. Seu uso tópico, todavia, trata acne, sarna, dermatite, e queimaduras leves.

Independente da variedade, o uso não é seguro para aqueles que sofrem com azia crônica, inflamação na vesícula biliar, ou danos no fígado. O óleo não deve ser passado no interior do nariz, e doses excessivas, em qualquer caso, podem ser prejudiciais. Esta erva é realmente uma maravilha da natureza, mas deve ser usada com moderação.

 

  • Hortelã

A hortelã é muito eficaz no tratamento de cólicas menstruais e de problemas nervosos, já que é relaxante. Além disso, se for consumida com moderação, não causa efeitos colaterais.

A hortelã – também conhecida como hortelã pimenta ou erva santa – é uma planta usada regularmente no preparo de alguns pratos, principalmente para aromatizá-los, e também de coquetéis e alguns remédios.

Devido a seus inúmeros benefícios e propriedades saudáveis, essa planta aromática é utilizada em muitos tratamentos terapêuticos.

Benefícios da hortelã

– Seus importantes efeitos antiespasmódicos e carminativos ajudam a combater problemas digestivos, especialmente em casos de indigestão, flatulência e dores estomacais ou câimbras.

– Seus componentes expectorantes ajudam também nos tratamentos das vias respiratórias.

– Essa erva medicinal é bastante eficaz nos tratamentos das dores menstruais.

– A hortelã tem componentes muito eficazes no combate a problemas nervosos, relaxando as tensões e evitando as possíveis consequências derivadas dessa condição.

– É um antisséptico e analgésico muito eficaz e, portanto, é recomendada para o tratamento de feridas. Como é usada? A lavagem da ferida com uma infusão consistente da planta proporciona alívio imediato da dor e ajuda a acelerar o processo de cura, podendo também ser aplicada sobre algumas queimaduras, com acréscimo de azeite de oliva à infusão da planta, evitando assim a ardência e possível infecção.

– Essa maravilhosa planta combate o mau hálito com um de seus componentes principais, de sabor refrescante, o mentol, mantendo seu cheiro agradável durante todo o dia.

– O consumo do delicioso chá de hortelã antes de dormir ajuda a ter um descanso muito relaxante e restaurador.

– A infusão desta planta é altamente recomendada para combater os gases acumulados no trato digestivo, eliminando as flatulências.

 

  • Poejo

O poejo (Mentha pulegium) é uma planta também é conhecida como erva-de-São-Lourenço, menta-selvagem, pennyroyal (inglês), dentre outros. Inclui as espécies Mentha pulegium (variedade européia, possui maiores propriedades medicinais) e Hedeoma pulegioides (variedade americana). Pertence a família Lamiaceae.

Benefícios do poejo:

O poejo, quando usado como tônico, estimula a secreção digestiva. O chá de poejo pode ajudar a promover menstruações atrasadas devido a resfriados, além de ajudar os sintomas de gripes e resfriados e reduzir a febre devido sua ação diaforética. O óleo essencial do poejo é obtido através da destilação a vapor da erva fresca ou seca. Na medicina popular, é usado em forma de lavagem para tratar catapora, urticárias, coceiras na pele, sarampo, caxumbas, sumagre-venenoso, psoríase, sarna, herpes.

É embebido para tratar gota. Usado como erva de banho para tratar reumatismo. O óleo essencial do poejo ou a queima da erva é age como repelente. Guirlandas de poejo já foram usadas para tratar vertigens e dores de cabeça.

Contraindicações e efeitos colaterais do poejo:

O poejo não deve ser utilizado durante a gravidez, vez que pode agir um abortivo. Dosagens imprecisas ou automedicação podem causar hemorragias durante a gestação. Também não deve ser usado no caso de doenças renais e hemorragias menstruais pesadas. Pode causar reações alérgicas em peles muito sensíveis. Doses grandes podem causar vertigens e letargia.

O óleo essencial do poejo pode causar dermatite de contato e possui toxicidade. A planta não deve ser utilizada sem supervisão de um profissional da saúde competente.

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